A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) estará no Energyear Brasil, encontro do setor elétrico marcado para 4 e 5 de fevereiro, em São Paulo. O diretor executivo da entidade, Fábio Lima, vai conduzir no segundo dia um debate com fabricantes e integradores sobre a implantação de sistemas de baterias (BESS) em grande escala no país. A participação ocorre enquanto o mercado aguarda o leilão de armazenamento de energia.
O painel e quem estará na mesa
O debate moderado pela Absae se chama “Tecnologia BESS para o Brasil: a visão de fabricantes e integradores no desdobramento do armazenamento em grande escala”. A proposta é colocar lado a lado quem fabrica os equipamentos e quem os integra em projetos, para discutir as soluções tecnológicas disponíveis, relatar experiências concretas de implantação e apontar caminhos para a expansão do armazenamento em larga escala no mercado brasileiro.
Vale lembrar o que está em jogo. Um BESS (Battery Energy Storage System) reúne baterias, conversores de potência, sistemas de gerenciamento e controle, além de infraestrutura de conexão à rede. A integração desses componentes é tão relevante quanto a escolha da célula: é ela que determina desempenho, segurança operacional e a capacidade de o sistema entregar os serviços contratados. Por isso, a visão de integradores costuma trazer lições práticas que nem sempre aparecem nas fichas técnicas dos fabricantes.
O evento e o pano de fundo do setor
O Energyear Brasil reúne representantes do setor elétrico, especialistas e empresas para discutir os rumos da transição energética e o avanço das fontes renováveis no país. A presença da Absae se insere num momento de mudança no sistema elétrico brasileiro, em que a entrada crescente de geração renovável amplia a discussão sobre flexibilidade, segurança do sistema e planejamento da expansão.
Esses três temas explicam por que o armazenamento ganhou espaço na agenda. Fontes como a solar e a eólica variam ao longo do dia, e o operador precisa de recursos capazes de responder rapidamente para equilibrar oferta e demanda. Baterias podem armazenar energia em momentos de sobra e devolvê-la quando a rede precisa, além de prestar serviços de suporte. O leilão de armazenamento, aguardado pelo setor, é visto como o instrumento que pode transformar esse potencial em contratos.
A Absae também informou que seus associados contam com 10% de desconto na inscrição do evento.
O que muda na prática para quem atua com BESS
O painel não altera regras nem traz decisões regulatórias, mas funciona como vitrine e termômetro do mercado num período decisivo. Para cada elo da cadeia, há pontos a observar:
- Desenvolvedores: é uma oportunidade de ouvir diretamente de fabricantes e integradores quais configurações e soluções estão maduras, o que ajuda a calibrar premissas técnicas dos projetos que pretendem disputar o leilão de armazenamento.
- EPCs: as experiências práticas de implantação discutidas no debate podem antecipar desafios de construção, comissionamento e integração que costumam pesar no cronograma e no custo.
- Fabricantes e integradores: o espaço permite apresentar tecnologias e casos a potenciais clientes antes da contratação, posicionando a empresa enquanto as decisões de fornecimento ainda estão em formação.
- Fornecedores da cadeia: acompanhar o diálogo ajuda a identificar quais componentes e serviços tendem a ter mais demanda com a expansão do armazenamento em larga escala.
Para a ENLACE, o recado é claro: quem pretende entrar no mercado de baterias deve chegar ao leilão com fornecedores mapeados, soluções técnicas validadas e um entendimento sólido de como flexibilidade e segurança do sistema serão valorizadas. Debates como este ajudam a reduzir a distância entre a tecnologia disponível e a realidade de implantação no Brasil.
Fonte original: ABSAE — Absae participa do Energyear Brasil com moderação em painel sobre armazenamento de energia