O Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou uma Nota Técnica com os quantitativos de capacidade remanescente de conexão para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) voltado a sistemas de armazenamento em baterias. Segundo o documento, publicado na quarta-feira, 30 de setembro, mais de 80% dos pontos cadastrados pelos empreendedores apresentam margem disponível para receber esses projetos.
Na prática: Desenvolvedores de BESS que pretendem disputar o LRCAP devem consultar a Nota Técnica e conferir a margem de seus pontos cadastrados, podendo realocar projetos sem capacidade.
A ABSAE rebate críticas do setor termelétrico de que baterias não garantem estabilidade de tensão e frequência nem corrente de curto-circuito suficiente, após o MME incluir sistemas de armazenamento nos Leilões de Reserva de Capacidade em cronograma até 2029. A associação lembra que a Portaria Normativa MME nº 136/2026, que rege os leilões de baterias de dezembro, exige inversores grid forming conforme nota técnica conjunta ONS/EPE, com resposta a saltos de fase em até 16 ms, reação de frequência em até 200 ms, inércia sintética e opção de black start. Também destaca que a bonificação locacional usa o indicador MISCR para direcionar projetos a pontos de rede fraca, citando experiências do Reino Unido e da Austrália.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS precisarão ofertar inversores grid forming certificados nos requisitos ONS/EPE e mirar subestações de rede fraca para obter bonificação locacional.
A Portaria Normativa MME 143/2026, publicada em edição extra do DOU em 29 de setembro, fixa leilões de reserva de capacidade na forma de potência em 2027, 2028 e 2029, sempre no segundo semestre e condicionados aos estudos anuais de planejamento. A ABSAE elogiou a previsibilidade, mas criticou que apenas as baterias sejam custeadas exclusivamente pelos geradores, pedindo a revogação do § 6º do art. 3º-A da Lei 10.848/04 via aprovação urgente do PL 3716/26.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS ganham uma sequência anual de leilões até 2029 para preparar projetos e cadeia de suprimento, embora ainda enfrentem custeio desigual frente às térmicas.
O ONS, a ANEEL e a EPE publicaram conjuntamente uma nota técnica com os montantes de capacidade ainda disponível na rede para conectar sistemas de armazenamento de energia que disputarão os leilões de reserva de capacidade de 2026. O documento pode ser consultado nos sites oficiais das três instituições.
Na prática: Desenvolvedores de projetos BESS passam a contar com dados oficiais de margem de conexão para escolher pontos de acesso e estruturar propostas competitivas nos leilões de 2026.
Em 30/09, o ONS publicou, junto com a ANEEL e a EPE, a Nota Técnica NT-ONS DPL 0095/2026, que informa quanto de capacidade ainda está disponível no SIN para ligar novos sistemas de armazenamento de energia. Os valores cobrem a Rede Básica, as DIT e as ICG, além de conexões indiretas pelas redes de distribuição. O documento atende às Portarias nº 444/GM/MME/2016 e nº 136/GM/MME/2026 e serve aos LRCAPs de 2026, nas modalidades Armazenamento Nacional e Armazenamento.
Na prática: Desenvolvedores de BESS devem consultar a nota para escolher pontos de conexão com capacidade remanescente disponível antes de cadastrar projetos nos LRCAPs de 2026.
Em 30/09, o ONS publicou, junto com a ANEEL e a EPE, a Nota Técnica NT-ONS DPL 0095/2026, que informa quanto de capacidade ainda resta no SIN para ligar novos sistemas de armazenamento de energia. Os valores abrangem Rede Básica, DIT e ICG, incluindo conexões indiretas via redes de distribuição, e valem para os LRCAPs de 2026 nas modalidades Armazenamento Nacional e Armazenamento, com base nas Portarias nº 444/GM/MME/2016 e nº 136/GM/MME/2026.
Na prática: Desenvolvedores de BESS passam a conhecer os limites de capacidade remanescente por ponto da rede, podendo escolher locais de conexão viáveis antes de se cadastrarem nos LRCAPs 2026.
Em cerimônia na sede da ANEEL em Brasília, em 10/9/2026, a diretoria da agência e as empresas vencedoras firmaram os contratos do LRCAP nº 2/2026 e da segunda etapa do Leilão de Transmissão nº 1/2026. O certame de capacidade contratou a ampliação de cinco hidrelétricas, somando 2,5 GW de potência disponível ao SIN. Já a etapa de transmissão concedeu quatro lotes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, com investimento estimado de R$ 1,75 bilhão, deságio médio de 53,20% e previsão de mais de 4 mil empregos.
Na prática: Como o LRCAP nº 2/2026 contratou 2,5 GW apenas em ampliação de hidrelétricas, essa demanda por potência firme não foi atendida por baterias, que seguem dependendo de certames futuros.
A ANEEL abre em 10 de setembro a Consulta Pública nº 032/2026, que recebe sugestões até 26 de outubro sobre a minuta do edital do Leilão de Transmissão nº 01/2027, previsto para 30 de abril de 2027 na B3, com 12 lotes, R$ 12,9 bilhões em investimentos, 3.245 km de linhas e 1.386 MVA de transformação em 13 estados. O Lote 5 prevê o primeiro sistema de armazenamento por baterias da transmissão no SIN, em Cruzeiro do Sul (AC), com 100 MW/200 MWh, tecnologia grid-forming, contrato de 18 anos e prazo de obra de 36 meses. Depois da consulta, o edital passa pela Diretoria da agência e, se aprovado, segue em dezembro para o TCU.
Na prática: Fornecedores e integradores de BESS ganham a primeira disputa de transmissão no SIN: 100 MW/200 MWh grid-forming no Acre, contrato de 18 anos e obra em 36 meses.
A ANEEL lançou a Consulta Pública 033/2026 para revisar o Módulo 3 do PRODIST, criando um tratamento integrado para recursos energéticos distribuídos, como geração solar, armazenamento, veículos elétricos e cargas flexíveis, com exigências de monitoramento, comunicação, resposta a comandos, proteção e controle da potência injetada. A proposta foi elaborada pelo ONS em conjunto com a agência e pesquisadores da UFSM, UFU e Unioeste, e prevê requisitos proporcionais ao porte e ao impacto de cada recurso, sem impor marcas ou equipamentos. As contribuições poderão ser enviadas por e-mail durante 60 dias, entre 10 de setembro e 9 de novembro de 2026.
Na prática: Fornecedores de baterias conectadas à distribuição terão de prever funções de comunicação, monitoramento e resposta a comandos das distribuidoras, e podem opinar até 9 de novembro de 2026.
Em audiência pública da Aneel em Brasília, Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR, apresentou propostas para o primeiro leilão de reserva de capacidade voltado a sistemas de armazenamento no país. Entre elas estão afrouxar as restrições a projetos colocalizados e associados com usinas solares e eólicas, criar um rito regulatório e de licenciamento acelerado envolvendo Aneel, ONS, EPE e CCEE, e revogar o dispositivo de encargo trazido pela Lei nº 15.269/2025. A entidade também pediu que as garantias de fiel cumprimento sejam calculadas com base no PDE 2035, e não no PDE 2030, e que as perdas de geração possam ser cobertas por contratos bilaterais, reduzindo a exposição ao PLD.
Na prática: Se acatadas, as propostas reduziriam garantias financeiras e exposição ao PLD, além de permitir que baterias compartilhem infraestrutura com usinas solares e eólicas existentes.
A ANEEL realizou em 1º de setembro, em Brasília, a Audiência Pública nº 005/2026, presidida pelo diretor Gentil Nogueira, para aprimorar as minutas de editais e contratos CRCAP dos Leilões nº 05 e nº 06/2026, com cerca de 70 participantes presenciais, 200 online e onze expositores. O leilão de Armazenamento Nacional, marcado para 2 de dezembro, exige baterias fabricadas no Brasil, enquanto o de Armazenamento Geral, em 4 de dezembro, não tem essa exigência. Os contratos valerão por 15 anos a partir de 1º de agosto de 2028, e contribuições podem ser enviadas por e-mail até 14 de setembro.
Na prática: Desenvolvedores de BESS têm até 14/9 para propor ajustes em remuneração, requisitos operacionais e penalidades dos contratos, preparando projetos para entrar em operação em agosto de 2028.
Artigo da Greener aponta que o armazenamento de energia em baterias está saindo do campo das tendências e passando a fazer parte das conversas comerciais e do planejamento estratégico das empresas do setor elétrico. O texto propõe olhar além do equipamento em si, discutindo como converter sistemas BESS em benefícios concretos para o cliente final; o conteúdo completo da página não estava disponível.
Na prática: Fornecedores e integradores de BESS precisarão estruturar ofertas focadas no valor entregue ao cliente, e não apenas vender o equipamento de bateria.
Artigo da Greener aponta que o mercado brasileiro de armazenamento de energia está deixando a fase experimental e entrando em uma etapa em que demanda, oferta e exigências técnicas se alinham de forma mais concreta. Nesse cenário, a conformidade dos equipamentos com as regras do Inmetro passa a pesar mais na conversão do interesse dos clientes em vendas efetivas.
Na prática: Fornecedores e integradores de BESS precisarão comprovar conformidade com o Inmetro para fechar vendas, tornando a certificação um diferencial competitivo nas negociações.
Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR, falou em sessão de debates no Plenário do Senado sobre renováveis e transição energética, apontando que a solar respondeu por 77% da potência renovável acrescida em 2025 e detém 27,4% da capacidade instalada do país. Ele defendeu reduzir a tributação acima de 80% sobre sistemas de armazenamento, facilitar o acesso da solar ao Reidi e dividir o custeio dos leilões de baterias entre todos os agentes, como ocorre nos leilões de térmicas fósseis.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS ganham defesa institucional para cortar a carga tributária superior a 80% e ratear o custo dos leilões de baterias.
A Greener publicou um artigo retrospectivo sobre as 18 edições de seu estudo, que acompanha a geração distribuída brasileira ao longo de nove anos. Segundo o texto, o segmento deixou de ser centrado apenas na instalação de sistemas fotovoltaicos e passou a formar um ecossistema que inclui armazenamento, mobilidade elétrica, Mercado Livre de energia e serviços digitais.
Na prática: A inclusão do armazenamento no portfólio da geração distribuída amplia a demanda por baterias integradas a sistemas solares, abrindo espaço para fornecedores e integradores de BESS.
A Austrália lançou a Rodada 10 do Capacity Investment Scheme (CIS), que pretende contratar 4 GW e 16 GWh de capacidade limpa despachável no NEM, com propostas aceitas de 23 de junho a 18 de agosto de 2026 e resultado indicativo em dezembro, possivelmente a última rodada de armazenamento do programa. Na Rodada 8, 73 propostas somaram 76,4 GWh para uma meta de 16 GWh, e 15 projetos de armazenamento foram escolhidos, totalizando 4,2 GW e 16,1 GWh, o que levou o governo a elevar a meta despachável de 9 GW para 14 GW em julho de 2025. Os contratos funcionam com piso e teto de receita por até 15 anos, contados a partir da entrada em operação, e a seleção pesa confiabilidade, capacidade de entrega e compromissos sociais, não só o preço.
Na prática: Desenvolvedores de BESS no Brasil ganham referência de contrato com piso e teto de receita e critérios de entrega para defender no desenho do primeiro leilão de baterias.
Segundo a Greener, o volume de sistemas de armazenamento por baterias (BESS) comercializados no Brasil em 2025 igualou a soma dos cinco anos anteriores, indicando um ponto de virada no mercado. A análise aponta que o segmento comercial e industrial (C&I) tende a puxar a próxima etapa de expansão da tecnologia no país.
Na prática: Fornecedores e integradores de BESS devem priorizar ofertas para clientes comerciais e industriais, segmento apontado como motor da próxima fase de vendas no país.
Em 26 de junho de 2026, a União Europeia formalizou o Acordo Tripartite para o Armazenamento de Energia, reunindo Comissão Europeia, Estados-Membros, instituições financeiras e indústria para levar a capacidade de armazenamento do bloco de 55 GW para 200 GW até 2030. O pacto prevê cerca de 45 GW instalados entre 2026 e 2028, ritmo de 30 GW por ano prometido pelos países e participação do armazenamento em aproximadamente 10% da demanda de ponta. O BEI avalia incluir armazenamento em programa de € 500 milhões para PPAs corporativos e estender € 1,5 bilhão em garantias à cadeia de suprimentos.
Na prática: A ABSAE aponta os leilões de dezembro como chance concreta para desenvolvedores de BESS no Brasil, mas cobra calendário contínuo, regras de acesso à rede e remuneração de serviços.
A Aneel divulgou a Nota Técnica Conjunta 10/2026-SEL-SGM, que propõe consulta pública, de 30 de julho a 14 de setembro de 2026, sobre o edital e os anexos do primeiro leilão de reserva de capacidade voltado a baterias. A proposta fixa contratos de 15 anos firmados pela CCEE, proíbe projetos colocalizados e prevê garantia de proposta de R$ 100 mil por MW e de fiel cumprimento de R$ 1 milhão por MW. Também dispensa experiência prévia dos participantes, veda troca de controle societário antes da operação comercial e exige Licença de Instalação até 7 de fevereiro de 2027.
Na prática: Desenvolvedores de BESS precisarão estruturar projetos autônomos despachados pelo ONS e reservar caixa para garantias de até R$ 1 milhão por MW instalado.
Em videoconferência realizada em 22 de julho, Rodrigo Sauaia e líderes de armazenamento da ABSOLAR discutiram com Mariana Espécie, secretária do MME, os leilões LRCAP de baterias, marcados para 2 e 4 de dezembro, e a Portaria Normativa nº 140/2026, que trata do ressarcimento dos cortes de geração renovável entre setembro de 2023 e novembro de 2025. O ministério garantiu que o cronograma dos leilões será mantido mesmo com o debate sobre revogar o dispositivo da Lei nº 10.848/2004 que atribui só aos geradores o custo das baterias contratadas. Também informou que a metodologia de garantia física das usinas afetadas pelos cortes será revisada antes de ir a consulta pública.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS devem manter a preparação para os leilões de 2 e 4 de dezembro, pois o MME confirmou que as datas não serão adiadas.
Em ofício de 16 de julho de 2026 à Secretaria de Leilões da ANEEL, a ABSAE enviou contribuições preliminares ao edital e à minuta do CRCAP dos leilões de armazenamento previstos na Portaria Normativa MME nº 136/2026, abordando temas como garantias, experiência pretérita, liquidação no MCP, eficiência de ciclo, perdas, penalidades, conteúdo local e cronograma. Entre as propostas, a associação pede Garantia de Proposta de 1% e Garantia de Fiel Cumprimento de 5% do investimento declarado à EPE, em vez dos R$ 30.000 por MW usados nos LRCAP 02 e 03/2026. Também sugere exigir experiência prévia em baterias, geração ou transmissão a partir de 138 kV, além de liquidar a energia de carga e descarga em nome da CONCAP para evitar tributação indevida.
Na prática: Se acatadas, as propostas elevariam garantias e exigiriam experiência comprovada dos proponentes de BESS, filtrando aventureiros e reduzindo a carga tributária sobre a energia de carregamento.
Reportagem da Revista Potência, reproduzida pela Absolar, aponta que a expansão da energia solar no Brasil, com cerca de 105,9 milhões de toneladas de CO2 evitadas e mais de 1,9 milhão de empregos gerados desde 2012, não foi acompanhada pela infraestrutura de distribuição. A micro e minigeração distribuída já soma cerca de 42,3 GW, segundo a Aneel, e o setor fotovoltaico adicionou 10,6 GW ao sistema no ano passado, volume que a Absolar projeta repetir em 2026, próximo dos 11,2 GW de Belo Monte.
Na prática: O descompasso entre a rápida expansão solar distribuída e a rede de distribuição abre espaço para baterias que absorvam excedentes e aliviem gargalos locais.
O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP) protocolou em 15/7 o PL 3716/2026, que propõe repartir entre consumidores finais e geradores o custo da contratação de sistemas de armazenamento, hoje bancado apenas pelos geradores, regra que ele considera inconstitucional. A proposta tem apoio de Absae, Absolar, Apine, Abeeólica e Abiape, que apontam insegurança jurídica para os leilões de baterias previstos para dezembro e risco de encarecimento da energia ao consumidor.
Na prática: Se aprovado antes do leilão de dezembro, o projeto reduz a insegurança jurídica sobre o custeio das baterias contratadas e iguala suas regras às de outras soluções de capacidade.
Em nota conjunta, ABSOLAR, ABEEólica, ABSAE, ABIAPE e APINE pediram a aprovação do Projeto de Lei 3.716/2026, que modifica a regra pela qual somente os geradores pagam pela contratação de capacidade de baterias (BESS), apesar de os benefícios se estenderem a todo o Sistema Interligado Nacional. As entidades afirmam que a norma atual sobrecarrega usinas solares e eólicas, fere a neutralidade tecnológica, distorce a competição e eleva a insegurança jurídica do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade dedicado ao armazenamento.
Na prática: A definição sobre quem pagará pela capacidade contratada de baterias afeta a segurança jurídica e a atratividade do primeiro leilão de armazenamento para desenvolvedores e fornecedores de BESS.
O Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, feito pela EPE sob coordenação do MME, prevê que o armazenamento cresça a partir de 2028 e chegue a 6,6 GW (19,6 GWh) em 2035, enquanto a capacidade instalada total sobe de cerca de 249 GW para 359 GW. A estimativa considera só a expansão centralizada para suprir déficit de potência e aponta sistemas de quatro horas como adequados para absorver excedentes solares entre 8h e 15h e entregar potência entre 19h e 23h. O plano cita os Leilões de Reserva de Capacidade como via de contratação e estima custos de cerca de R$ 1.920/kWh para sistemas comerciais e industriais de 3 MWh e R$ 3.500/kWh para residenciais.
Na prática: Desenvolvedores de BESS devem priorizar projetos de quatro horas bem localizados na rede, mirando leilões de capacidade com demanda prevista a partir de 2028.
A Argentina realizou dois leilões de armazenamento: o AlmaGBA (2025), voltado à região metropolitana de Buenos Aires, contratou 667 MW frente a uma meta de 500 MW, e o AlmaSADI (2026), focado no sistema interligado, adjudicou 700,5 MW a 20 projetos de cinco empresas após receber 235 ofertas que somaram 8.338 MW. O teto de preço caiu de US$ 15.000 para US$ 12.500/MW-mês, e a menor oferta vencedora do AlmaSADI ficou em cerca de US$ 7.632/MW-mês já com incentivo, queda de 32,68% em relação ao certame anterior. Os projetos exigem no mínimo quatro horas de descarga, reservam 30% da potência para regulação primária de frequência e devem entrar em operação entre 2027 e 2029, com despacho pela CAMMESA.
Na prática: Desenvolvedores brasileiros de BESS ganham referência concreta de preço, em torno de US$ 7.600/MW-mês, e de requisitos como quatro horas de descarga para estruturar ofertas em leilões nacionais.
Artigo da Greener aponta 26 riscos que podem determinar se os projetos do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade para Armazenamento (LRCAP Armazenamento 2026) serão financiáveis. Segundo o texto, o debate sobre o certame tem se concentrado em preço das baterias, competitividade dos lances e acesso a financiamento, deixando outros fatores de risco em segundo plano.
Na prática: Desenvolvedores de BESS que disputarem o LRCAP 2026 precisarão mapear riscos além do preço das baterias para garantir financiamento dos projetos.
A ANEEL publicou em 24 de junho de 2026 as Resoluções Normativas 1.161 e 1.162, encerrando a Consulta Pública 39/2023 e regulamentando a Lei 15.269/2025: a primeira define regras de outorga para sistemas de armazenamento autônomos e colocalizados, e a segunda insere o armazenamento nas Regras de Transmissão, incluindo condições de acesso. Entre os pontos centrais estão a possibilidade de reduzir em até 30% o montante de uso da rede de injeção em usinas com baterias colocalizadas (com a primeira redução sem ônus em contratos existentes), MUST/MUSD de consumo zero para sistemas despachados integralmente pelo ONS e a não incidência de encargos setoriais sobre o consumo bruto. Serviços ancilares, empilhamento de receitas e remuneração detalhada ainda dependem de regulamentação futura.
Na prática: Desenvolvedores de BESS ganham regras claras de outorga, isenção de encargos sobre energia armazenada e corte de até 30% no MUST/MUSD em usinas colocalizadas, mas receitas ancilares seguem indefinidas.
Em junho de 2026, o autor do artigo da Greener viajou à China com uma agenda dedicada ao setor de armazenamento de energia. Durante a visita, esteve em grandes fabricantes de baterias e observou de perto como o mercado chinês de armazenamento vem evoluindo. O objetivo era compreender os rumos da indústria chinesa no segmento; o restante do texto não estava disponível na página.
A associação participará do evento entre 23 e 25 de junho, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, com Fabio Monteiro Lima falando sobre o marco legal e os obstáculos para inserir armazenamento de energia no Brasil. O encontro, feito em parceria com o MIT e curadoria da MIT Technology Review Brasil, terá nesta edição a Energy Summit Expo, com distritos temáticos, Startup Village, Science Village e Matchmaking Arena.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS terão no evento um espaço para acompanhar o debate sobre o marco regulatório do armazenamento e buscar parcerias comerciais.
O Brasil iniciou 2026 diante de um descompasso: apesar de ter um dos maiores parques renováveis do mundo, o sistema elétrico enfrenta dificuldades crescentes de flexibilidade operativa com a expansão das fontes solar e eólica. Como resposta, o país regulamentou o armazenamento em baterias, prevendo dois leilões com contratos de 15 anos.
Na prática: Contratos de 15 anos em dois leilões dão previsibilidade de receita para financiar projetos BESS e firmar acordos de fornecimento de baterias no Brasil.
Markus Vlasits, que preside a Absae, foi incluído pela revista Full Energy em sua lista de lideranças mais influentes do setor elétrico brasileiro. Na entrevista concedida à publicação, ele apontou o vertimento crescente de renováveis, a falta de potência no pico noturno e a maior vulnerabilidade da rede como problemas que o armazenamento pode resolver com rapidez. Como prioridades, defendeu ajustes regulatórios, sinais econômicos para contratação de capacidade e serviços ancilares e maior previsibilidade para atrair investimentos.
Na prática: Desenvolvedores de BESS ganham argumentos para pleitear regras de remuneração por capacidade e serviços ancilares, mas a contratação ainda depende desses ajustes regulatórios.
Em artigo, Marcelo Rodrigues, da UCB Power, defende que o Brasil, com mais de 3,6 milhões de telhados solares, lidere na América Latina a adoção de baterias residenciais, citando a Austrália, com mais de 250 mil sistemas instalados em 2025, e o modelo de bateria como serviço da Octopus Energy no Reino Unido. Segundo estudos da ABSolar mencionados, equipar 20% da geração distribuída com armazenamento criaria mais de 10 GWh de capacidade, e mais de 7 milhões de apartamentos representam um mercado para kits antiapagão. O autor cobra da ANEEL e do MME regras para usinas virtuais, reconhecimento do valor do armazenamento e homologação digital e ágil.
Na prática: Fornecedores de baterias residenciais ganham mercado potencial de mais de 10 GWh distribuídos, mas dependem de regras da ANEEL para agregação em usinas virtuais e homologação ágil.
Em nota conjunta, Absae e Absolar avaliaram os novos preços-teto do Leilão de Reserva de Capacidade divulgados pelo Ministério de Minas e Energia, que atualizaram os parâmetros econômicos de termelétricas e hidrelétricas. Para as associações, os valores refletem melhor os custos reais do serviço de capacidade e tornam as baterias competitivas no certame, desde que haja regras de contratação isonômicas entre as tecnologias. O documento ainda defende a neutralidade tecnológica e aponta o armazenamento como forma de reduzir encargos e proteger o consumidor.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS ganham espaço para ofertar preços competitivos no LRCAP, condicionado à garantia de regras de contratação iguais às das térmicas e hidrelétricas.
A ANEEL, atendendo pedido do MME, oficializou em 13/02/2026 os preços-teto do LRCAP-2026: R$ 1,4 milhão/MW.ano para hidrelétricas, R$ 2,25 milhões/MW.ano para térmicas existentes e R$ 2,9 milhões/MW.ano para novas térmicas. Com base em estudo da Aurora Research, a ABSAE calcula que baterias poderiam operar com receita fixa de cerca de R$ 1,25 milhão/MW.ano, e que contratar 2 GW de BESS geraria economia anual de R$ 3,2 bilhões em encargos. A entidade elogiou o leilão específico de armazenamento previsto até junho e pede volume acima de 2 GW, revisão do rateio do ERCAP, regulação da ANEEL sem dupla cobrança de rede e acesso ao REIDI.
Na prática: Desenvolvedores de BESS ganham referência de receita competitiva para o leilão de armazenamento até junho, mas dependem de contratos de 15 anos, REIDI e fim da dupla tarifa de rede.
Markus Vlasits, que preside a Absae, afirmou ao O Globo que o leilão de reserva de capacidade com baterias tornou-se indispensável para reduzir o risco de apagões nos horários de maior consumo, em razão da rápida expansão das renováveis intermitentes. Segundo ele, os sistemas de armazenamento por baterias podem movimentar cerca de R$ 80 bilhões no país até 2034, e o primeiro certame dedicado à tecnologia deve destravar novos projetos.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS ganham perspectiva de mercado de cerca de R$ 80 bilhões até 2034, condicionada à realização do primeiro leilão específico para baterias.
A Absae estará no Energyear Brasil, evento realizado em São Paulo em 4 e 5 de fevereiro, com o diretor executivo Fábio Lima moderando, no segundo dia, um debate entre fabricantes e integradores sobre a implantação de baterias em grande escala no país. A presença da entidade se dá em meio à expectativa pelo leilão de armazenamento de energia, e associados têm 10% de desconto na inscrição.
Na prática: Fabricantes e integradores de BESS ganham um espaço para apresentar soluções e experiências a potenciais clientes antes do esperado leilão de armazenamento.
Em debate organizado pelo MME e pelo BNDES na segunda-feira (8), o presidente do Conselho da Absae, Markus Vlasits, defendeu a realização imediata de um leilão de armazenamento, seja no formato de geração ou de transmissão, diante do déficit de potência previsto para 2027. Ele lembrou que baterias podem ser implantadas em 12 a 18 meses e citou como avanços de 2025 o leilão de sistemas isolados, a Lei nº 15.269/2025, a expansão no comércio e na indústria e a Consulta Pública nº 39 da Aneel.
Na prática: Desenvolvedores de BESS devem preparar projetos para entrega em 12 a 18 meses, mirando um possível leilão voltado ao déficit de potência de 2027.
A ABSAE promoveu seu Encontro de Associados 2025 com dois painéis: um sobre os efeitos da Lei 15.269/2025 (antiga MP 1304) nos modelos de negócio com baterias, com Fábio Lima e Raphael Gomes, e outro sobre o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026. No segundo debate, Sumara Ticom, do ONS, defendeu a inserção de armazenamento em geração distribuída, indústria e como ativo de transmissão, ao lado de Markus Vlasits, presidente do Conselho da entidade.
Na prática: O apoio do ONS a baterias na transmissão, na geração distribuída e na indústria amplia as frentes comerciais para desenvolvedores, além do leilão de capacidade de 2026.
A Absae dá apoio à Casa Saberes da Amazônia, espaço organizado pela 3e Soluções em Belém (PA) que, de 13 a 20 de novembro, durante a COP30, receberá seis painéis com representantes do setor elétrico, do governo e da agenda ESG. Os debates tratarão de pobreza energética, universalização do acesso à energia na Amazônia, descarbonização, economia circular e inclusão de comunidades locais. O conselheiro Marcelo Rodrigues, também VP da UCB Power, lidera a participação e destaca o armazenamento como peça estratégica para um modelo energético limpo e resiliente na região.
Na prática: Fornecedores de BESS ganham vitrine em Belém para posicionar baterias como solução de universalização e combate à pobreza energética em comunidades amazônicas isoladas.
A Absae foi ouvida pela PV Magazine Brasil em reportagem que avalia os ganhos e as ressalvas do Projeto de Lei de Conversão nº 10/2025 para o armazenamento em baterias. A associação considera que um marco regulatório próprio é decisivo para o setor, mas cobra segurança jurídica e competitividade na implementação. A entidade segue a tramitação do projeto, apresentando contribuições técnicas e defendendo a integração plena do armazenamento ao sistema elétrico.
Na prática: Desenvolvedores e fornecedores de BESS ganham perspectiva de regras próprias com o PLV 10, mas a segurança jurídica dos projetos ainda depende de como a implementação será regulamentada.