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BNDES credencia 7 fornecedoras para o leilão de baterias

BNDES credencia WEG, Moura, You.On, TBEA, Gotion, Trina e BYD como fornecedoras de SAE para o LRCAP de baterias com conteúdo nacional de dezembro.

· 3 min de leitura

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) credenciou sete empresas como fornecedoras de sistemas de armazenamento de energia (SAE) no processo criado para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de baterias com conteúdo nacional. Segundo reportagem da MegaWhat publicada em 10 de setembro de 2026, a lista reúne três brasileiras, WEG, Moura e You.On, e quatro grupos chineses, TBEA, Gotion, Trina e BYD. O leilão com exigência de conteúdo local está previsto para 2 de dezembro.

Credenciamento é só o primeiro passo

Estar na lista não significa que os equipamentos dessas empresas já cumpram as regras de nacionalização. O credenciamento da empresa é a primeira etapa; depois, cada sistema oferecido precisa ser analisado separadamente pelo banco. Até a data da reportagem, nenhum SAE havia concluído essa segunda etapa para o chamado Produto Potência Armazenamento 2028 A.

O processo passa pelo Sistema CFI (Credenciamento de Fornecedores Informatizado), a plataforma que o BNDES usa para cadastrar fornecedores e produtos dentro das regras do Finame. O banco verifica primeiro se a companhia atende aos requisitos para atuar como fabricante ou empresa de engenharia e, em seguida, se o equipamento cumpre o índice de nacionalização. Segundo o BNDES, quando houver sistemas aprovados, eles serão divulgados no portal do LRCAP.

Por que o BNDES está no centro do leilão de baterias

O Ministério de Minas e Energia adotou as regras de credenciamento do banco como referência para definir quais sistemas contam como nacionais no Produto A. Por isso, o empreendedor precisa da comprovação do BNDES mesmo que financie o projeto com outro banco ou com capital próprio.

A assinatura do contrato de reserva de capacidade do Produto A fica condicionada à apresentação desse documento. Pela minuta de edital em consulta na ANEEL, os vencedores terão até 7 de maio de 2027 para entregar o certificado. A exigência vale apenas para a disputa de 2 de dezembro: no segundo certame, marcado para 4 de dezembro, não haverá obrigação de conteúdo local nem de credenciamento no CFI.

A reportagem registra ainda que a troca de fornecedor depois do leilão é possível, segundo avaliação da área técnica da ANEEL, desde que o novo sistema também obtenha o credenciamento.

O que conta como sistema de armazenamento

Pelas regras do certame, o SAE vai além da bateria: inclui conversores de potência, controles, climatização, estrutura, painéis, transformadores, cabos e proteção contra incêndio. O BNDES criou quatro caminhos para cumprir a regra de conteúdo local. Quanto mais nacionalizada a bateria, menor a necessidade de outros componentes credenciados. Em algumas configurações, células ou módulos podem ser importados, mas a montagem do sistema completo precisa ocorrer no Brasil.

O banco também divulgou separadamente que Moura e Automa tiveram validado o desenvolvimento do software e firmware do sistema de gerenciamento de energia (EMS), componente considerado estratégico no cálculo de conteúdo local.

Perfis diferentes entre as credenciadas

As sete empresas chegam com estruturas distintas. WEG e Moura já produzem sistemas de armazenamento no país; a You.On atua principalmente como empresa de engenharia e integração. Entre as chinesas, a tendência apontada é de parcerias com empresas locais para atender às exigências de nacionalização.

O que isso significa para quem vai atuar no Nordeste

  • Fornecedores locais de componentes: a regra de conteúdo local valoriza itens como estruturas, painéis, cabos, transformadores e climatização. Empresas da região que produzem ou montam esses itens podem buscar credenciamento e se apresentar aos integradores.
  • Montagem no Brasil: como o sistema completo precisa ser montado no país, há espaço para discutir onde essa montagem acontece e como ela se conecta à logística dos projetos no Nordeste.
  • EPCs: a possibilidade de trocar de fornecedor após o leilão, desde que o novo sistema seja credenciado, exige contratos de engenharia flexíveis e documentação técnica organizada desde o início.
  • Desenvolvedores: o prazo de 7 de maio de 2027 para apresentar o certificado do BNDES é um marco que precisa entrar no planejamento de quem disputar o Produto A.
  • Capacitação: integração de EMS, conversores e proteção contra incêndio são competências que o mercado regional ainda precisa formar em escala.

Fonte: MegaWhat

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