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Sol de Brotas 7, 1ª solar com bateria colocalizada, vai operar

ANEEL autoriza a operação comercial da UFV Sol de Brotas 7, da Statkraft, em Uibaí (BA), primeira usina solar do país com bateria colocalizada.

· 3 min de leitura

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou a operação comercial da UFV Sol de Brotas 7, da Statkraft, em Uibaí, na Bahia. É a primeira usina solar do país autorizada a incorporar um sistema de armazenamento de energia em baterias colocalizado. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União de 16 de setembro de 2026, junto com as das usinas Sol de Brotas 3, 4 e 6, que somam 130 MW com a unidade 7.

Os números da usina

A Sol de Brotas 7 recebeu autorização para operar comercialmente 32,5 MW, distribuídos em 102 unidades geradoras, pelo Despacho nº 3.602. As quatro usinas liberadas no mesmo dia foram autorizadas pelos Despachos nº 3.601 a 3.604.

O sistema de baterias associado usa tecnologia de íon-lítio, com 1,25 MW de potência e 5,016 MWh de capacidade de armazenamento. O sistema de conversão de potência tem capacidade de 2,3 MW. O arranjo compartilha com a usina solar a infraestrutura de conexão à rede e os sistemas de medição.

Em abril de 2026, o mesmo projeto já tinha recebido a primeira autorização da ANEEL para instalar uma bateria colocalizada a uma usina solar no Brasil. A empresa descreve a iniciativa como de caráter experimental, com foco em aprendizado técnico e regulatório.

O que é uma bateria colocalizada

No modelo colocalizado, a bateria fica no mesmo empreendimento da geração e usa o mesmo ponto de conexão. Ela pode guardar parte da energia produzida nas horas de sol forte e entregá-la depois, deslocando a injeção para momentos de maior demanda. Isso difere dos sistemas standalone, que operam de forma independente de uma usina específica.

Para o sistema elétrico, o arranjo ajuda a lidar com a variabilidade da geração solar e a aproveitar melhor a capacidade de conexão já existente, tema sensível em regiões com muita geração renovável e restrições de escoamento.

Complexo híbrido na Bahia

As usinas fazem parte de um complexo que integra geração solar aos parques eólicos Ventos de Santa Eugênia e Morro do Cruzeiro, já em operação, transformando-os em empreendimentos híbridos. O investimento estimado para o complexo é de R$ 926 milhões. Segundo a Statkraft, o conjunto reúne 163 MW de capacidade solar e 519 MW eólicos, distribuídos entre Uibaí e Ibipeba, com produção anual estimada de cerca de 2.750 GWh.

Por que o caso é relevante

A Sol de Brotas 7 é pequena em armazenamento, mas é a primeira experiência concreta desse modelo no país. Ela permite à ANEEL avaliar, na prática, aspectos de conexão, medição e operação de baterias associadas à geração, em um momento em que o marco regulatório do armazenamento ainda está em construção e os primeiros leilões de baterias se aproximam.

O que isso significa para quem vai atuar no Nordeste

  • Donos de usinas solares e eólicas: o caso mostra um caminho regulatório já percorrido para adicionar baterias a ativos existentes usando a mesma conexão. Cada projeto, porém, terá de passar por sua própria análise.
  • EPCs e integradores: integrar bateria a uma usina em operação exige cuidado com medição compartilhada, proteção, controle e comissionamento sem interromper a geração. É uma competência que tende a ganhar demanda na Bahia, no Piauí e no Ceará, onde há grande base renovável instalada.
  • Engenharia e estudos: o dimensionamento da conversão de potência acima da potência da bateria, como neste caso, ilustra que o projeto elétrico de sistemas colocalizados tem particularidades próprias.
  • Fornecedores locais: obra civil, climatização, proteção contra incêndio e operação e manutenção acompanham cada instalação e podem ser atendidos regionalmente.
  • Capacitação: equipes de operação de usinas renováveis precisarão de formação para operar e manter sistemas de baterias.

Fonte: MegaWhat

Outras fontes: pv magazine Brasil · Cenário Energia · Canal Solar

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